Descontrole, imaturidade, esquizofrenia, depressão? No one knows.
Não me culpe por ser assim. Sou produto de coisas que não compreendo, não tenho controle e não alcanço. É como querer parar um carro a 120km/h com seus punhos. Não há como fazer isso sem se machucar. Sem ME machucar. Sou nociva demais para qualquer tentativa de resgate. Sei que meu progresso e crescimento depende única e exclusivamente de mim. Quando vejo minhas pessoas tentando fazer alguma coisa por mim, me desprezo ainda mais. Fico com mais nojo e raiva de mim. Sinto não merecer nem um dedo na cara, uma ofensa.
Quando penso nisso me dou conta do quando estou sendo contraditória. Trabalho a cortesia e o amor ao próximo sem ao menos me amar. Não posso dar o que me falta. Ou devo dar o que eu quero para mim? Devo alertar as pessoas o quanto elas estão sendo eu? O quanto elas estão fazendo suas vidas de rascunho?
Vivo para fora quando penso em resolver o que está a minha volta sem antes reparar o que está desmaiando minha alma.
É preciso ser forte, ter responsabilidade, ter consciência. Pensar.
Mas algumas pessoas simplesmente são fracas. Não estão prontas. Dão o máximo de si e ainda é pouco. Ainda não é suficiente. Ainda vão continuar sendo uns merdas.
É uma pena não poder voltar à ignorância.
Ás vezes um conhecimento adquirido é mais desesperador que libertário. A ignorância é, sim, uma benção.
Mas eu não sei se queria não saber o que eu sei. Prefiro ter consciência da podridão que existe em mim e no resto do que viver achando tudo lindo. Do que olhar sem enxergar. Do que ter uma existência medíocre e supérflua.
"Tudo o que era mau atraía-me: gostava de beber, era preguiçoso, não defendia nenhum deus, nenhuma opinião política, nenhuma ideia, nenhum ideal. Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil."
Charles Bukowski

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