"Rabisquei uns versos, rimados, tentando falar sobre os tempos difíceis que passei ao teu lado. Amor rimando com dor, como em um filme de terror, e você que muito me amava, ainda assim me torturava com seu jeito de criança, com seu ego inflado, e sua mania de me tirar do sério com um sorriso no canto da boca. Enquanto você me beijava, eu rimava, enquanto você me abraçava, eu me rabiscava, enquanto você me amava, era meu coração que sua mão esmagava... Fomos ingênuos, aprendemos tudo errado, invertemos nossos valores, e porquê?"
E eu que me achava romântica, me sentia no direito de reivindicar seu coração, e mesmo após você ter partido, ainda guardo seu perfume em meu corpo. Pois assim, de repente, você acabou sendo a tempestade pela qual não temi ficar molhada, a chuva doce que caía do céu, me abraçava em teu peito.Andei morto por algum tempo, e agora que voltei, não sou mais romântico. Eu que outrora tentei reivindicar seu coração, agora quero arrancá-lo de você.

Nenhum comentário:
Postar um comentário