terça-feira, 4 de agosto de 2009


Eu e você. Quero acabar com os segredos que nos dividem. Quero entrar na sua cabeça tanto quanto você quer entrar na minha. Quero ter mais coragem, mais segurança. Quero ser menos dominada.
Juro que meu plano é apostar todas as fichas se possível, se me deres oportunidade.


Certa vez parei pra pensar em como seria se eu te perdesse. Tive pesadelos pavorosos depois desse dia. Pensar em não sentir mais esse seu cheiro descontrolador de perto; tal cheiro que me faz cada pêlo do meu corpo ouriçar; seu cheiro faz eles quererem saltar dos meus poros...
Quando pensei em não ter mais seu rosto olhando fixa e decididamente pra mim, fiquei mole; e a disritmia que me inundou foi igual a que me atingiu quando me peguei doente de saudade, esperando você chegar, sentada no sofá, ou deitada na cama...
Seus toques firmes, seguros e pensados deixariam um buraco com nome de “saudade” no meu peito.
E sua pele deixaria um segundo, com o nome de VÍCIO.
Depois, tentando escapar das ausências físicas, pensei em não ter com quem conversar, com quem partilhar os pensamentos comuns, incomuns e simultâneos... não ter com quem saber sobre filmes e livros legais... não ter uma companhia tão legal pra ao cinema.
Indaguei que, de repente, o que eu fosse sentir mais falta seria de tudo que você fala pra mim. Não quando você fala que me odeia, que eu te deprimo e que sou uma chata, que não converso nem luto por ti... mas sim quando você se explica, se mostra. Quando discursa; amo suas premissas. Amo quando é eloqüente. Mas odeio quando fala verdades do tipo que eu sei, mas não estou pronta para admiti-las, nem que ninguém aponte-as à mim.
Toda via, amo quando fala de você mesma, do que você já fez, do que você gosta e do que você odeia (desde que não seja eu)...
A pior parte é quando eu penso que você vai ser de outra pessoa, ou talvez quando cogito que você pode me odiar de verdade um dia; e que eu vou ter que admitir pra mim mesma que você estava certa sobre o amor. “É uma palhaçada, é idiota, é falso, é desnecessário, é descartável, é fútil, se perde no tempo e fica cada vez mais pesado.”, resumidamente era isso que você dizia sobre o amor.
Mas eu não sei quais são os truques pra te enfeitiças, te envolver, te amarrar. Os que eu usei com as outras não estão funcionando contigo... Era de se esperar, afinal, desde o começo eu sabia que você era diferente; logo, nada funcionaria como antes. Com você, por você e para você eu estou tendo que me reinventar. Tenho que aprender jeitos novos de fazer coisas diferentes. Tenho que aprender novidades impressionantes. Preciso desenvolver habilidades para te ganhar; preciso, nesse meio, não me perder.

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