terça-feira, 4 de agosto de 2009


O tempo foi inventado (ou descoberto, ou estabelecido, ou praguejado, sei lá que merda o tempo foi) pra que, afinal? Só pra nós, reles mortais, ficarmos desesperados e enlouquecidamente preocupados com ele? Para nos transformarmos em seres que vivem correndo atrás de uma unidade de medida que nem sabemos o que significa realmente? Um dia, um volta completa da terra em torno do próprio eixo, 24 horas, 1440 minutos é o “tempo” necessário para trabalhar, estudar, se divertir, se estressar, namorar, beber, ficar á toa e dormir? O corno que estipulou essa merda não tinha mulher, não gostava de beber cerveja, nem de jogar sinuca, de ir ao cinema; esse cara não trabalhava. Ele só queria CONTAR O TEMPO. Mau negócio. O filha-da-puta fez igual a cara. E hoje, graças ao cidadão que resolveu contar, medir, marcar ou informar o que ele chamou de tempo, vivemos sobre um estresse, pressão e agitação enormes. O cara que fez isso não tinha o SEU “tempo contado”; marcado por, na maioria das vezes, coisas redondas com números em voltas e dois palitos no meio apontando para alguns desses números.

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