
Morar aqui é normal. (Claro que não ¬¬)
Quero dizer, minha mãe ainda me manda comprar pão de manhã, lavar a louça depois do almoço, dar comida pro gato de noite, fechar as janelas antes de dormir, limpar a casa todos os dias, arrumar o quarto todo hora, tomar banho mais do que eu quero...
Mas a padaria é mais cara, a pia é menor e mais baixa, eu só tenho um gato, eu odeio as janelas de alumínio da minha casa, aqui nunca parece que está sujo, meu quarto é muito claro e isso torna-o limpo e arrumado e eu quase nunca sinto real necessidade de tomar banho...
Eu ainda mantenho os velhos hábitos: como o dia inteiro, fumo antes de dormir, depois do almoço, e no meio da tarde, faço muitas ligações longas por dia, atendo outras 200 da minha mãe... Mas nada, eu disse nada é o mesmo de antes.
Fumar requer uma habilidade enorme, porque é difícil ficar parada na frente de uma janela de alumínio escrota, evitando que a fumaça entre. Eu tenho feito nada mais que o normal. Essa casa é clara demais, de maneira que em nenhum maldito minuto da porra do meu longo dia, a luz é ausente. Eles está sempre tentando invadir a casa. Sejam os malditos raios U.V ou dos fracos feixes de luz provenientes das reações das lâmpadas fluorescentes de magnésio lá de fora.
Maldito seja o vidro que cobre os espaços escrotos janelas de alumínio. Malditos sejam os velhos (90% dos habitantes) do meu prédio.
Malditos sejam as inúmeras portas do meu prédio, que devem servir para dificultar o trabalho dos pobres assaltantes, moradores da maldita Travessa Iara.
Maldita seja esse lugar, que me deu a falsa esperança de que eu estaria mais perto de você; o que não acontece, porque cada dia que passo aqui é só lamentando por não estar com você.
Você anda me dando voltas, me deixando longe e me deixando louca. Minha cabeça está a mil;
[Ah, tudo encenação. Eu quero você, disso não abro mão. Sua presença nessa casa clara demais é o que me falta. Você do meu lado. Ou encima, embaixo, de quatro, de lado,
[01:52 >.<]
Nenhum comentário:
Postar um comentário