domingo, 23 de agosto de 2009



Até os relógios quebrados marcam a hora certa pelo menos duas vezes ao dia.
Mas e se você for um relógio digital? Desses que quando estão quebrados não marca nem mais hora nenhuma? É só uma escuridão, uma inércia e uma inutilidade sem fim.

domingo, 16 de agosto de 2009


“Atraímos os outros não quando tiramos a roupa, mas quando tiramos a membrana invisível que costumamos usar para impedir as pessoas de se aproximarem (isso quando o que se encontra embaixo da membrana é agradável). Acreditamos que essa membrana irá nos proteger de algum possível fracasso amoroso, de alguma rejeição. O que é totalmente errôneo, porque é exatamente do jeito contrário que somos bem sucedidos e bem recebidos nas relações amorosos. Despindo-nos membranalmente.”

[Marília Medeiros]

sábado, 15 de agosto de 2009


“É muito pouco/ vem alegrar o meu mundo que anda vazio/ me deixa louca/ é só beijar sua boca que eu me arrepio/ arrepio/ arrepio/
E o pior é que você não sabe que eu sempre te amei/ pra falar a verdade eu também nem sei/ quantas vezes sonhei juntar seu corpo/ meu corpo/ num corpo só/
Vem/ se estiver acompanhado/ esquece e vem/ se tiver hora marcada/ esquece e vem/
Vamos ver a madrugada e o Sol que vem.”

Adoro quando a rádio toca as músicas certas nas horas certas :)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


Acho que tudo o que penso sobre você já foi dito. Tudo o que você me faz sentir, e o jeito que faz esse “tudo”... Como me faz feliz e como me faz sorrir :)
Mas admito que, para mim, sempre há palavras novas que te descrevem. Mas essas sempre vêm no superlativo – lindíssima, inteligentíssima, divertidíssima, gostosíssima. E superlativos cansam. Assim como minhas hipérboles.
E parece que tudo que escrevo tem o “[2]”, “[3]” ou “[52]” no final...
Já disse que o gosto da reciprocidade é maravilhoso? Acho que sim.
Mas talvez você não saiba a lista de gostos maravilhosos que provo de você;
O gosto do seu primeiro beijo do dia tem sempre um gosto diferente. É alguma coisa do tipo: “muito familiar” e “que saudade! nunca mais fique tanto tempo longe...”.
Sua pele... HÁ! Esse não. Esse sempre tem o mesmo sabor, o mesmo cheiro instigante, descontrolador, sedutor, hipnotizante, entorpecente e sutil, o mesmo toque macio... E é sempre extraordinariamente bom senti-lo.
O gosto do seu sexo sempre fica em mim por mais tempo que o normal. Não que fosse preciso para lembrar... Minha cabeça faz isso sozinha ao longo dos minutos sem você. E toda vez é a mesma história... Arrepio-me, tenho devaneios e disritmias quando os flashs dos nossos momentos de prazer passam pela minha mente.


Sabe, se na vida a gente tem que ter alguém para ficar junto até ficar bem velhinho, e feliz mesmo com cabelos brancos, artroses, artrites, dores nas costas, dores nos joelhos, chás à tarde ao invés de cerveja, Ginástica da Terceira Idade no lugar de bares... Enfim. Se na vida a gente tem que escolher alguém para ficar junto para sempre, porque não você para mim e eu para você?
Viu?! Não tem um “porque não”. Dica. ;)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


“Entanto, para dizer a verdade, hoje em dia, a razão e o amor quase não andam mais juntos”.

[Willian Shakespeare – Sonhos de Uma Noite de Verão – Ato III – cena I]


AMO AS CIZATRIZES, NÃO AS FERIDAS.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009


“Eu tenho cara de quê? Mágico de Oz? Você precisa de um cérebro? Precisa de um coração? Pode vir. Pegue o meu. Leve tudo o que tenho. Acho que não vai querer o fígado...
Meu cérebro é inútil e besta... se eu fosse você não ficaria com ele também... A área de exatas dá pro gasto. Mas ta fraquiiinho, que só vendo...
Vai. Leva. Faça com proveito dessas porcarias.”


quinta-feira, 6 de agosto de 2009


Se a cerveja estiver quente, eu não bebo.
Se estiver cansada, durmo.
Se sentir fome, alimento-me.
Se o meu gato estiver de mau humor, não brinco.
Se estiver muito frio, visto mil casacos e durmo como um rocambole.
Se estiver muito quente, me banho com água bem gelada.
Se eu estiver entediada, assisto TV.

Mas se eu estiver sem você, não respiro.
Fico tensa, ansiosa.
E não há cura para o buraco que vou afundar;
E não há couraça nem torpor que me cubra para fazer suportar a dor.
Mas se eu sei que está tudo bem e que vou te ver num momento próximo, posso suportar a apnéia.

Alt+3


A felicidade anda tanto do meu lado ultimamente. Começo até a achar que eu nasci para ser feliz mesmo.
Ela podia se tornar uma amiga fiel e seguir junto comigo para todo sempre.
Eu e a minha felicidade, viajando por aí.
Completas e à toa. Na mala do carro, cerveja, livros, uísques, CDs, flores, luas, mares, montanhas e verdes. No banco de trás você ia estar do meu lado. Me confortando e sendo confortada. Recebendo e dando os carinhos, beijos e prazeres preferidos. A felicidade iria no banco da frente, dirigindo, guiando-nos.
Com essa bagagem, não importa onde levar-me-ia. Campo, praia, frio, quente, perto, longe, populoso, desabitado... Você, a felicidade e eu, não importaria.

Cada um tem a sua versão do paraíso, o meu eu prefiro viver em vida.

terça-feira, 4 de agosto de 2009


O tempo foi inventado (ou descoberto, ou estabelecido, ou praguejado, sei lá que merda o tempo foi) pra que, afinal? Só pra nós, reles mortais, ficarmos desesperados e enlouquecidamente preocupados com ele? Para nos transformarmos em seres que vivem correndo atrás de uma unidade de medida que nem sabemos o que significa realmente? Um dia, um volta completa da terra em torno do próprio eixo, 24 horas, 1440 minutos é o “tempo” necessário para trabalhar, estudar, se divertir, se estressar, namorar, beber, ficar á toa e dormir? O corno que estipulou essa merda não tinha mulher, não gostava de beber cerveja, nem de jogar sinuca, de ir ao cinema; esse cara não trabalhava. Ele só queria CONTAR O TEMPO. Mau negócio. O filha-da-puta fez igual a cara. E hoje, graças ao cidadão que resolveu contar, medir, marcar ou informar o que ele chamou de tempo, vivemos sobre um estresse, pressão e agitação enormes. O cara que fez isso não tinha o SEU “tempo contado”; marcado por, na maioria das vezes, coisas redondas com números em voltas e dois palitos no meio apontando para alguns desses números.


Eu e você. Quero acabar com os segredos que nos dividem. Quero entrar na sua cabeça tanto quanto você quer entrar na minha. Quero ter mais coragem, mais segurança. Quero ser menos dominada.
Juro que meu plano é apostar todas as fichas se possível, se me deres oportunidade.


Certa vez parei pra pensar em como seria se eu te perdesse. Tive pesadelos pavorosos depois desse dia. Pensar em não sentir mais esse seu cheiro descontrolador de perto; tal cheiro que me faz cada pêlo do meu corpo ouriçar; seu cheiro faz eles quererem saltar dos meus poros...
Quando pensei em não ter mais seu rosto olhando fixa e decididamente pra mim, fiquei mole; e a disritmia que me inundou foi igual a que me atingiu quando me peguei doente de saudade, esperando você chegar, sentada no sofá, ou deitada na cama...
Seus toques firmes, seguros e pensados deixariam um buraco com nome de “saudade” no meu peito.
E sua pele deixaria um segundo, com o nome de VÍCIO.
Depois, tentando escapar das ausências físicas, pensei em não ter com quem conversar, com quem partilhar os pensamentos comuns, incomuns e simultâneos... não ter com quem saber sobre filmes e livros legais... não ter uma companhia tão legal pra ao cinema.
Indaguei que, de repente, o que eu fosse sentir mais falta seria de tudo que você fala pra mim. Não quando você fala que me odeia, que eu te deprimo e que sou uma chata, que não converso nem luto por ti... mas sim quando você se explica, se mostra. Quando discursa; amo suas premissas. Amo quando é eloqüente. Mas odeio quando fala verdades do tipo que eu sei, mas não estou pronta para admiti-las, nem que ninguém aponte-as à mim.
Toda via, amo quando fala de você mesma, do que você já fez, do que você gosta e do que você odeia (desde que não seja eu)...
A pior parte é quando eu penso que você vai ser de outra pessoa, ou talvez quando cogito que você pode me odiar de verdade um dia; e que eu vou ter que admitir pra mim mesma que você estava certa sobre o amor. “É uma palhaçada, é idiota, é falso, é desnecessário, é descartável, é fútil, se perde no tempo e fica cada vez mais pesado.”, resumidamente era isso que você dizia sobre o amor.
Mas eu não sei quais são os truques pra te enfeitiças, te envolver, te amarrar. Os que eu usei com as outras não estão funcionando contigo... Era de se esperar, afinal, desde o começo eu sabia que você era diferente; logo, nada funcionaria como antes. Com você, por você e para você eu estou tendo que me reinventar. Tenho que aprender jeitos novos de fazer coisas diferentes. Tenho que aprender novidades impressionantes. Preciso desenvolver habilidades para te ganhar; preciso, nesse meio, não me perder.