sábado, 2 de fevereiro de 2013





O melhor de mim está soterrado agora e tudo que eu tenho são dores, mazelas, sofrimentos egoístas que não acabam mais.  Nem no meu momento de maior raiva e desgosto eu desejei isso que sinto à você, nem esse fado que é estar do meu lado enquanto eu sou isso, esse monstro, esse foço de pensamentos mais pessimistas que eu já tive.
Acredite quando eu digo que não tenho forças para sair donde estou, quando eu digo que queria ser melhor, mas não sei como. Acredite quando disser que sinto muito por alguma coisa ridícula que eu disse num momento de muita ansiedade.
Ultimamente eu sinto como se todo o meu chacra estivesse alojado bem abaixo do meu diafragma. Toda a minha energia se concentra ali e eu me esforço muito para não vomitar o que eu de repente nem comi no dia. Ás vezes parece que eu vou me desfazer em 52 mil pedaços ínfimos como se eu tivesse engolido uma dinamite que explodiu no meu estômago. Toda essa pressão interna é falsamente aliviada com meu kit de primeiros socorros ao contrário. Choro até derreter ou até não conseguir mais respirar, mas tudo só faz ficar mais pesado. Eu não tenho habilidade para lidar com isso. Cada diz parece mais difícil que o outro. Isso não está errado?

Então eu te ofereço o meu amor. Ofereço meu carinho, minha gentileza, minha esperança. O último raio dela é seu, pode levar. Eu te ofereço meus sonhos, planos e desejos mais íntimos. É seu, pode fazer o que quiser com esse lixo. Eu te ofereço o que você encontrar de bom em mim. Boa sorte com isso. Eu te ofereço todas as minhas noites de sono não dormidas. Tente arrumar algum proveito para isso. Ofereço à você todo o meu esforço. Eu te ofereço minha carne, meu sangue. Até meus ossos. Você pode tê-los e senti-los quando quiser, é só me pedir. Só não acaba com meu coração. Só não acaba com a gente. Só não vai embora e leva meu amor com você. Não me deixa pior do que eu já estou.

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