segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Os sentimentos se mantêm puros quando, como em todas as ordens da vida, não admitimos a mistura neles. Assim como ninguém jogaria diamante em barro, não podemos nos permitir o luxo de estropiar nossos sentimentos elevados e mais ou menos duradouros, sujando-os com dúvidas, com o rancor, a malícia, a ira, a inveja, etc. Um bom jardineiro tira as ervas e as pragas que atacam suas plantas; e o homem saudavelmente sentimental cuida as joias de suas emoções, como o melhor de seus adornos.

Aqui já não posso me referir a sentimentos: o que foi fina planta em mãos de cuidadoso jardineiro, é agora seco ramo de espinhos que prejudica a quem toca, flor carnívoro que carcome tudo quando a ela se aproxima... É paixão descontrolada, é desejo mórbido, é obsessão fixa e desmedida, é giro incontrolado que já não encontra seu centro circular...

Quando os sentimentos se desviam - quando se mesclam, caem, se arruínam, se atrofiam ou se agigantam como um câncer - estamos frente a perigosos processos de desnaturalização. E isso é muito destrutivo, meu bem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Será que a gente ainda será
A velha história de amor que sempre acaba bem, meu bem?
Um tanto quanto demodée pra hoje em dia...
Antigamente, tudo era bem mais chique
Porque a gente nem sabe por quê
Mas acontece que eu nasci pra ser só de você
É claro que a sorte também ajudou
Ultimamente, um romance dura pouco
Cola, seu rosto no meu rosto
Enrola, seu corpo no meu corpo
Agora, está na hora de dançar...