
Imagino o mar. Ele é calmo, com ondas fraquinhas. A gente está mergulhando. Agora nossa cabeça é a única parte do nosso corpo que não está submersa. Nossas cabelos estão sedutoramente molhados. Eu te olho, você me olha, eu digo que te amo e você me beija. Vamos pra areia, branquinha e aquecida pelo sol das quatro da tarde; Na primavera, em Ilha Grande, o sol se põe bem tarde, cheio de graça. Deitamos e nos abraçamos. Eu te faço prometer que você nunca vai me deixar. Tem areia nos nossos cabelos, mas a gente não se importa; só nos beijamos e esperamos o Sol cair, deixando uma luz laranja-avermelhada sob o nosso corpo. Voltamos pra casa depois que ele se despede; entramos com cuidado - pra não sujar tudo de areia – deixando um rastro de cheiro de maresia e protetor solar; tomamos banho juntas: costas, barrigas, molhadas e escorregadias... você diz que está cansada, eu te ofereço uma massagem e depois de fazê-la nós transamos... Dormimos abraçadas: eu sentindo seu cheiro fresco e limpo, suas pernas macias e quentes com as minhas, meu cabelo embolado grudado no seu rosto, seu hálito quente no meu pescoço, narizes desesperados querendo ar... O gato sobe na cama, encosta nas suas costas e dorme conosco. Um gato mais dócil e mais conquistável
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