
Não, eu acredito no amor. Mais do que isso, eu acredito que os humanos foram feitos para sofrer.
A gente vive nessa de procurar uma pessoa bem legal, bonita, que te divirta, que te distraia... Enfim; escolhe alguém para amar;
Daí você ama essa pessoa, planeja, sonha, deseja, jura, morre de amores... depois você fica saturado, cheio; aí seu amor acaba; você sofre, seu amor sofre; seu coração ou o do outro lateja, dói, incomoda toda vez que a cabeça pensa no ser que te deixou ou foi deixado. Vocês “sofrem” e sentem falta da parte boa, mas depois de um tempo você percebe que as partes ruins dessa pessoa gritam para você enxergá-las. Você percebe que é melhor assim, sem o outro. É mais livre, mais fresco, mais arejado. Você parte para uma saga, muito decidido de esquecer essa pessoa, afinal existem milhões de pessoas no mundo que amaríamos mais se conhecesse, mas a gente nunca conhece [52].
Mas gente, é possível esquecer uma pessoa que te proporcionou, se não tanta mas, alguma felicidade?! Aí é quando você pensa em todos os defeitos do outro e no quão desprezível essa pessoa é pra você agora.
Todo esse processo acontece mais, ou menos rápido para uns em relação a outros.
No meio de toda essa coisa do desapego, rolam conversas com o outro, rolam tentativas de reconciliação, rolam tristezas, depressões, queridas, outras bocas, outros corpos, uns porres... Tudo isso são fatores que influenciam no processo do desapego (chamo de catalisadores).
Mas tentando não perder o foco do amor, e dentro do meu ceticismo, tente realmente acreditar que isso não é um ciclo; quero acreditar que seja uma teia, onde pode haver um fim.
Quando, um dia, finalmente sua força de vontade supere sua sede de caça aos corações alheios. Um dia você vai querer o controle de um só; aí você só tem que rezar para que seja recíproco.
Assim como a felicidade, o amor é o objetivo mor da vida medíocre humana. Aliás, acredita-se que não se chega à felicidade quando não tem alguém pra amar... E não vale se for sua mãe, seu irmão, sua avó e afins; tem que ser aquele estranho que você conquistou, que deixou de ser um estranho para ser seu amor.
Mas não tem nada de cético nessa história. Só um monte de suposições, de inter-relações e de desejos cobertos de sonhos... -.-‘
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