
Existem dois tipos de pessoas:
As pessoas que nasceram pra escrever;
Esse tipo transforma até uma receita de bolo em algo fascinante e empolgante.
E as pessoas que escrevem porque nelas predominam o pensamento do tipo 2;
[esclarecimento: existe também dois tipos de pensamentos;
O primeiro tipo é o pensamento comum. Aquele que você pode dividir, contar pro seu amigo, pra sua mãe, pro pedreiro (etc), e nenhum deles vai te chamar de maluco, doido, sádico, safado, sujo, doente, mongol, idiota, sequelado, alienado, nerd, egoísta, mal-educado, sem-vergonha, filho-da-puta, etc.
O segundo tipo é o mais difícil de ligar. Porque são os pensamentos, por alguma motivo, sujos. Porque quando você conta para qualquer pessoa – mesmo que todas as pessoas pensem todos os tipos de coisas, de todas as espécies, sobre todas as hipóteses – ela jamais é capaz de olhar no espelho e lembrar já teve esse pensamento ou que poderia ter sob determinada situação. Ao invés disso, essa pessoa constrói instantaneamente uma figura da sua pessoa baseado na merda que você acabou de pensar e, inocentemente, transmitiu, pois se estivesse ciente da reação espalhafatosa dessa pessoa, com certeza pensaria 3 vezes antes de falar o que você pensa.]
O problema das pessoas é que elas logo se predispõe a pensar que você é isso ou aquilo porque você disse uma coisa ou outra. Por isso que nem tudo que você pensa deve ser dito. Quando irracional, idiota, exagerado ou irreal, escreva. Seu papel e seu lápis nunca vão fazer mau juízo de você.
As que sabem o que estão fazendo enquanto escrevem;
E as que escrevem o que NÃO sabem; o que não podem dizer à ninguém, mas que devem desabafar,
porque guardar faz mal u.u
Se bem que alguns desses caras que sabem o que escrever e sabem o que estão escrevendo são uns doidos varridos; escrevem viagens profundas e geniais, com todo e nenhum charme e sentido do mundo.
Bom, mas definitivamente não é o meu caso. Eu não sei o que faço aqui. Rabisco espaços brancos e subtraçados de uma folha de papel*. Fazendo movimentos circulares, transversais, horizontais e verticais eu formo palavras, verbetes, adjetivos, pronomes, substantivos, palavrões... Juntos, num contexto, eles reproduzem as minhas idéias e os meus pensamentos mais variados, loucos e proibidos.
É até meio injusto se nos pusermos a pensar: eu tiro do meu cérebro o que é meu, estava guardado e que sem querer (ou querendo) eu estava pensando na hora. Arranco da minha mente esses traçados e formo coisas. Essas coisas que estavam na minha mente, agora estão aqui, num pedaço de papel.
Mesmo que eu estivesse rabiscando na parede... saiu de um sitio abstrato e particular para pertencer à um plano real e tangível.
Puta sacanagem, cê não acha?
*Escrevo no papel, depois vem pro blog ;)
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