quarta-feira, 25 de abril de 2012
The Last One
Eu não sei o que você faz com a minha cabeça que ela fica assim tão esperançosa, tão fora de si, tão querendo acreditar, tão bobinha:
Eu já tentei muito não querer. Eu já tentei inventar em você um lado ruim. Eu já tentei me convencer de que nosso amor é impossível - e já quase consegui muitas vezes.
Eu já pensei que você fosse demais pra mim, que eu não era mulher para você, que nosso lance era complicado demais - e de fato é.
Você plantou em mim um paradoxo. Plantou em mim o Princípio da Incerteza.
Eu nunca sei no que acreditar. E, olha, eu sou dos números, eu sou aquela do pé-no-chão, eu não sei acreditar na minha intuição.
Eu não sei se quero acreditar ou desacreditar. Eu queria conseguir descobrir o que é o certo, o que é o melhor. Eu queria poder saber se a gente pode ser dois.
Eu não sei mais escrever sem seu amor, sem as emoções que você me traz, sem a vida que você dá à minha vida.
Se eu não fosse assim tão fraquinha e conseguisse me convencer de que você sente o mesmo, mais tranquila seria eu.
Morrer de amor e continuar vivendo. Acha que é um desafio? Pelo contrário. É o que me mantém viva todos os dias. E acreditando nesse monte de coisas que eu nem sei se cabem mais entre nós.
terça-feira, 24 de abril de 2012

"Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
I can forget about myself trying to be anybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender"
O pensamento do "não dá" é árido demais. Eterno tem que ser a resposta.
quarta-feira, 18 de abril de 2012

Carta para alguém bem perto,
Eu queria ter uma família grande, tipo aquelas que comemoram o Natal, Páscoa e Ano novo verdadeiramente juntas, não por obrigação, mas por amor.
Queria acordar todos os dias e dar de cara com o meu amor, me sentir inteira e satisfeita ao observa-la dormir.
Quero ir silenciosamente até a cozinha, preparar um delicioso café da manhã, ir até o jardim e recolher flores e levar até a cama da mulher que será a mais linda do mundo pra mim, junto com um bilhete que a reforce o que todos dias ela perceberá cada vez que olhar pra mim: minha felicidade por te-la em minha vida.
Nunca quis ser rica. Nunca quis ter luxo e ostentação. Acho que essas coisas atrapalham o verdadeiro foco da vida da gente, que definitivamente não é material. Quero ter tempo de ensinar o dever de casa para os meus filhos, ir na reunião de pais e busca-los na escola. Quero ter tempo para um cochilo junto com a minha esposa depois do almoço de domingo, feito por nós. Quero ter tempo de sair com os amigos para comer uma pizza, tomar uma cerveja, contar piadas e falar sobre coisas que fazíamos quando éramos mais jovens. Lembrar de como a vida era engraçada e de como éramos estúpidos.
A filosofia, com certeza, continuará ao meu lado pois necessito dela para me entender e entender os outros, para ver sentido nas coisas. Essa sede de entender tudo intrinsecamente não vai passar.
E aí, vamos juntas?
Com amor, Juliana ♥
segunda-feira, 16 de abril de 2012

Na vida você pode ser um, de dois tipos de pessoas:
As que fazem o que devem fazer, que sabem o que é certo, que agem por dever, que movimentam-se, que não se acomodam, que mantém o ritmo porque sabem que o mundo não para de girar enquanto nos abaixamos pra amarrar os cadarços. Gente que muda quando sabe que está errada e por isso é feliz, realizada, plena e esclarecida. Smart people.
E existem as que não fazem nada disso. Não porque não sabem o que é certo, mas porque eles fingem que não sabem para parecerem vítimas e assim seus crimes parecerem menores. São inseguras dos seus movimentos e temem a mudança. Porque escolher significa perder um para ganhar outro e por medo de perder, não saem do lugar, não caminham. São egoístas, querem tudo para si: ter realizações sem fazer escolhas, sem abrir mão de algo que tem. Se apegam às suas posses como o pecador se apega a Deus quando entre a cruz e a caldeirinha. Se deslumbram com tudo que é ideia nova: parece mais colorido, mais interessante, mais vivo, melhor. Mas não arrisca. Porque entre o sim e o não, prefere ficar na sua zona de conforto.
É aquela pessoa que não termina nada que começa porque não tem garra suficiente, não tem força de vontade, é fraco e acha que já tem o que precisa, que já sabe o suficiente. Stupid people.
É o mesmo tipo de pessoa que comete erro sobre erro, sobre erro, sobre erro. Mas simplesmente porque não aprende. Mas como poderia? Ela ignora causas e consequências da maioria das coisas... Faz a mesma coisa achando que terá um resultado diferente dessa vez. Mas porque teria? É a mesma pessoa, fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito. Parece tudo igual pra mim.
Essa última pessoa não vive. Sobrevive.
Eu não quero ser essa pessoa.
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