quarta-feira, 27 de abril de 2011


Médicos estudam por 10 anos para ter a permissão de curar uma pessoa. Engenheiros aprendem complexos cálculos e teoremas matemáticos para ser apto a construir casas, programar e controlar máquinas. Até para trabalhar varrendo o chão da rua você precisa ter frequentado a escola. Porém, na hora de governar, coordenar e guiar milhões de pessoas e de reais, dólares, euros, entre outros, não existe prova, diploma ou juramento exigido. Para a profissão mais importante do mundo não existe uma escola obrigatória, uma formação necessária, nem sequer um teste...
Quando alguém passa mal e desmaia em um restaurante, as pessoas se levantam e fazem uma votação pra ver quem vai socorre-la e levá-la ao hospital? Não. Só poderá ajudar esta pessoa uma outra que saiba o que fazer nessa situação. Por isso nenhum líder é satisfatório. Eles nunca aprenderam nada que o fizesse mais capaz do que todos nós para nos guiar. Ele não sabe para onde deve ir, então não pode nos apontar a direção correta.
Enquanto formos pequenos animais girando na órbita dos nossos umbigos, nunca teremos bons governantes, pois nós somos eles. Enquanto houver sistema, não haverá igualdade, somente discursos persuasivos e vazios sobre os interesses de quem tem mais poder.
Nossas regras não se baseiam num bem maior, nossas leis se concretizam pelo capitalismo, pela fé doentia. Ambos cegam bilhões de pessoas, plantam a discórdia e derramam sangue do nosso povo.
Os maus hábitos são passados e inovados a cada geração.
O sistema tenta lavar a mente e a alma de todos, mas só deixa escorrer pelo ralo o que há de bom, criativo e contrário aos seus interesses. O que há de ruim é o que faz o mundo continuar a girar.

Ás vezes é realmente muito tentador e atraente acreditar nas pessoas, mas são elas mesmas que me impedem disso. A falta de certeza, auto-conhecimento e confiança dessas só fazem eu me tornar cada vez mais cética para com a vida e descrédula para com as palavras.
Atos. Esses sim são relevantes. Cada vez mais preciso ver para crer. Se fosse-me roubada a capacidade de enxergar seria receosa com as palavras com um gato de rua é com qualquer ruído à sua volta.

Algumas vezes, quando eu olho pra você, pergunto ao meu coração como ele conseguiu resistir tanto tempo à mulher apaixonante que é você.
Pergunto ao meus olhos como eles nunca te procuraram pelos tantos outros rostos que eu já vi.
Pergunto à minha boca como ela já pode ter dito tantas palavras que foram feitas para serem ditas à você.
Pergunto ao meu corpo como suportou tanto falso prazer que lhe era dado, como nunca estranhou outros corpos, sendo o seu o que melhor se encaixaria.
Por toda vontade que cresce dentro de mim a cada dia, eu posso dizer que a sua ausência é a pior dor que eu poderia suportar.
Ainda bem que a saudade que eu sinto é convertida para nós nos melhores beijos, melhores toques e nas palavras mais bonitas dos nossos reencontros.
Ainda bem que agora tenho você e você tem a mim. Assim não precisamos mais nos enganar ou nos iludir.
Sabe, sonhar e desonhar é muito cansativo.
Home, sweet home.