segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Vai, minha tristeza, e diz à ela que sem ela não pode ser. Diz-lhe numa prece que ela regresse porque eu não posso mais sofrer.
Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza; só tristeza e melancolia que não sai de mim, não sai de mim... Não sai.
Mas se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda! que coisa louca...
Pois há menos peixinhos a nadar no mar do que os beijinhos que eu darei na sua boca.
Dentro dos meus braços os abraços hão de ser milhões de abraços apertados assim, colados assim, calados assim; abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim.
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim. Vamos deixar esse negócio de você viver sem mim. Não quero mais esse negócio de você longe de mim.

Você é o ser humano/pessoa/corpo/alma/energia/coisa mais fundamental pra minha existência. E isso é óbvio demais para mim. Por ser claro para mim, acabo a achar que é também para todos.
Não sei como fazer para deixar essa importância vital passar de um plano sentimental para um plano físico e, logo, mais perceptível.
Ás vezes precisamos de mais do que palavras; precisamos de outdoors que gritam por nós nas avenidas, de muros enormes com escritas exageradas poluindo nossas vistas, precisamos de aeroplanos carregando faixas ondulantes, colorindo o céu das praias, precisamos de atos. Palavras se desfazem e se esquecem tão rápido...
Hoje eu consigo entender o que você dizia por aí: “Não existe amor, mas sim provas de amor.”

Se o que eu preciso para ter você na minha vida é provar por meio de atos que você é mais do que essencial, assim será.
Do jeito que for mais propício, seja minha. Se quer ser minha rainha, minha filha, minha melhor amiga, minha deusa, minha irmã, minha mãe, minha mulher, minha eterna namorada, minha proprietária, meu amor, então seja; mas que esteja para sempre comigo e do meu lado; a meu favor. Porque depois de provar seu gosto, receber seus carinhos e ter seu calor, receber sua ausência, rejeição e desamor é intolerável, insuportável e inadmissível.